Artigo: A arte de escolher governantes

Rodrigo Alves – O Popular: 15/12/2013

Está aberta a temporada de escolhas. Mesmo que oficialmente a legislação eleitoral só permita campanha eleitoral aberta a partir de julho de 2014, o tabuleiro do jogo eleitoreiro já ganha configurações que chegarão a outubro, no primeiro turno para cargos na Presidência da república, governo estadual e respectivos Legislativos. Para o eleitor, já é momento de atentar para os rumos do jogo. A tarefa de escolher não é fácil. Aliás, nunca foi. Simplesmente porque candidato perfeito não existe. E nossa maior dificuldade está em aceitar que não dá para esperar por ele. Nunca haverá candidato ideal, propostas efetivamente concretas e projetos políticos inteiramente coadunados com o interesse público. Posto isso, foquemos: se sua posição não é entrar no jogo como peça do tabuleiro, como então escolher entre o que há?

Saber dos defeitos das candidaturas e dos candidatos (e apontá-los) não é assim tão desafiante, embora infelizmente a maioria de nós ainda não saibamos fazê-lo. Talvez o ponto mais difícil seja concatenar as informações disponíveis diariamente no noticiário político, dispensar atenção para analisá-las e formar senso crítico que se sobressaia ao senso comum. Cabe, a propósito, parênteses sobre o papel da imprensa nisto. Não é incomum que se cobre da mídia mais análise e opinião sobre política (como se já não tivesse), mas pouco se valorizam as informações que nos permitem avaliar mais profundamente as peças sobre o tabuleiro.

O grande trunfo do eleitor nesta árdua busca da alternativa cabível é a informação. Às vezes, o elemento de percepção crucial está na declaração, que passa despercebida, do agente político ou em um simples mas contundente posicionamento sobre um tema trivial. É se informando que se compreende se o tal agente é um déspota, se toma decisões a favor de grupos que não beneficiam a sociedade em geral, se cruza os braços diante de crises públicas, se não tem a mínima decência ou capacidade de realizar um jogo político minimamente honesto. É possível notar se ele se contradiz e posa de politicamente correto sem sê-lo e inclusive se pode ser lobo em pele de cordeiro.

Escolher governantes é acima de tudo a arte de entender de gente, de ambições pessoais e de caráter. Como quase todos nós, eles têm objetivos profissionais, econômicos e sociais, a maioria inconfessável politicamente. No mundo real, são raros os homens públicos heróis desprovidos de segundas intenções, como suas equipes de marketing os apresentam. Por isso, a atenção deve estar focada no noticiário minimamente independente. Selecione fontes confiáveis, já que as guerras de informações falsas também são dura realidade, e interprete criticamente o que absorver. E se pergunte: o projeto pessoal do candidato atenderá minimamente os interesses públicos? À menor hesitação por uma resposta positiva, considere mudar de rumo.

Sobre edufiscalgo

Blog das ações e informações do Grupo de Educação Fiscal Estadual de Goiás - GEFE/GO.
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s